Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Dramas de uma paranóica

Dramas de uma paranóica

22
Jan21

Querido avô

Uma paranóica

Querido avô,

Há uns tempos perguntaram-me o que fazia quando estava triste e, para mim, a resposta era mais que óbvia. Acho que se calhar nunca estive verdadeiramente triste, porque tenho tentado de tudo e mesmo assim sinto que a minha vida não tem cor. Ainda não acredito que partiste.

Sempre que penso nisso, sinto um aperto no meu coração como nunca senti antes. Desculpa. Desculpa por não ter ligado antes, mas espero que saibas o quanto gosto de ti. Gosto, porque sempre vou gostar, mesmo que já não estejas aqui.

Não acredito que não estás mesmo aqui.

Eu sei, no fundo, que foi pelo melhor. Estavas a sofrer e mesmo que tivesses alta quem sabe qual seria a tua qualidade de vida a partir dali? Mas por outro lado, naquela parte muito egoísta que guardo só para mim, gostava que ainda aqui estivesses.

Tu sabes, não sabes? Sabes tudo o que quero dizer mas não consigo.

Tenho saudades tuas.

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub