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Dramas de uma paranóica

Dramas de uma paranóica

14
Mai21

A pior história de condução que vão ler hoje (ou este mês, atrevo-me)

Uma paranóica

Ora bem, no meu último post escrevi, de forma muito entusiasmada, que ia ter um carro e disse, cito "não conduzo há anos mas olha vamos, pode ser que a coisa vá ao sítio".

Na verdade, eu sou aquela pessoa que tirou a carta há quase 10 anos, tinha eu acabado de fazer os meus 18 aninhos, e se conduzi meia dúzia de vezes foi muito e foi mais ao início. Aos 18 anos fui morar para Lisboa e nunca tive necessidade de ter um carro porque tinha transportes para todo o lado.

Hoje em dia as coisas não são bem assim: já não moro em Lisboa e a ideia de poder andar à vontade é muito aliciante.

E isto traz-nos ao momento que eu passei há cerca de meia hora. Sim, são 4:16 da manhã e isto passou-se há meia hora.

Portanto, o que é que uma Paranóica que não conduz há anos decide fazer quando tem um carro estacionado ao lado do prédio? Decide que o ideal é conduzir durante a sua hora de almoço no turno da noite (ou seja, 3 da manhã), porque assim não há gente na rua e pode conduzir à vontade E tem estacionamento garantido quando voltar.

Isto é tudo muito bonito, mas de facto o que eu não imaginava é que não ia conseguir sequer tirar o raio do carro do estacionamento.

Primeiro importa aqui dizer que o carro estava estacionado de frente para o passeio, ou seja tinha de o tirar de marcha atrás.

Se eu me lembrei que tinha uma garagem por trás e que portanto bastava sair a direito? Não. Na primeira noite (sim, houve mais) decidi virar logo o volante todo para a direita e cá vai disto oh evaristo. Obviamente fiquei demasiado próxima do carro do meu lado esquerdo, paniquei, lá consegui voltar a meter o carro para a frente, e voltei para a casa.

Hoje, segunda noite, já com todo um plano na minha cabeça, decidi que ia então tirar o carro a direito, dar uma mini voltinha e voltar. O que é que aconteceu?

Primeiro não sei o que se passa com o raio do carro que eu punha a mudança para fazer marcha atrás, baixava o travão de mão, e por muito que desse ao pé no acelerador o carro não andava. Tinha sempre de voltar a meter a primeira, deixar o carro ir abaixo e só aí conseguia voltar a meter marcha atrás e andar com o carro para trás.

Tudo muito bem, lá consegui tirar o carro, mas já tinha deixado tanto o carro abaixo e estava tão enervada que pensei "ok, isto foi mais do que suficiente, vou mas é voltar a estacionar o carro". Note-se aqui que apesar de o ter tirado a direito depois virei-o para a direita...

Ok. Paranóica prepara-se para voltar ao estacionamento, mete a primeira e o carro começa a ir abaixo. Começo a formular todo um plano de marcha atrás aqui, marcha atrás ali, primeira acolá, mas o carro não colaborava. Eu acelerava e o carro nada, não mexia. Punha marcha atrás e o carro ia para a frente.

Malta.

Comecei a ver a minha vida a andar para trás. A certa altura eu ligava o carro e ele nem pegava, nem sequer tentava já colaborar com as minhas invenções.

Conclusão da história? 3 e 40 da manhã ligo à minha mãe a medo, a dizer-lhe que não consigo estacionar o carro. Eu acho que se ela pudesse ela me espancava, sim, mas em vez disso teve o bom senso de permitir que o meu padrasto me viesse salvar.

Ele apareceu todo sorridente, perguntou "mas foste sequer a algum lado?" e rimo-nos muito quando ele percebeu que não, não fui a lado absolutamente nenhum e o carro não ia para a frente porque eu estava obviamente a tentar subir um passeio num Peugeot de '99.

Este anjo caído do céu estacionou-me o carro de marcha atrás às 4 da manhã e combinou comigo que não volto a tentar conduzir sozinha à noite e, em vez disso, vamos dar umas voltas juntos à tarde para evitar passar novas vergonhas.

Fim? Não.

Deixei o carro ir abaixo tantas vezes e acelerei tanto que acendeu uma luz preocupante no painel. Fiquem atentos aos próximos episódios para descobrirem se com a minha total ineptidão eu consegui foder o carro 🙃

Agora sim, fim.

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