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Dramas de uma paranóica

Dramas de uma paranóica

14
Mai21

A pior história de condução que vão ler hoje (ou este mês, atrevo-me)

Uma paranóica

Ora bem, no meu último post escrevi, de forma muito entusiasmada, que ia ter um carro e disse, cito "não conduzo há anos mas olha vamos, pode ser que a coisa vá ao sítio".

Na verdade, eu sou aquela pessoa que tirou a carta há quase 10 anos, tinha eu acabado de fazer os meus 18 aninhos, e se conduzi meia dúzia de vezes foi muito e foi mais ao início. Aos 18 anos fui morar para Lisboa e nunca tive necessidade de ter um carro porque tinha transportes para todo o lado.

Hoje em dia as coisas não são bem assim: já não moro em Lisboa e a ideia de poder andar à vontade é muito aliciante.

E isto traz-nos ao momento que eu passei há cerca de meia hora. Sim, são 4:16 da manhã e isto passou-se há meia hora.

Portanto, o que é que uma Paranóica que não conduz há anos decide fazer quando tem um carro estacionado ao lado do prédio? Decide que o ideal é conduzir durante a sua hora de almoço no turno da noite (ou seja, 3 da manhã), porque assim não há gente na rua e pode conduzir à vontade E tem estacionamento garantido quando voltar.

Isto é tudo muito bonito, mas de facto o que eu não imaginava é que não ia conseguir sequer tirar o raio do carro do estacionamento.

Primeiro importa aqui dizer que o carro estava estacionado de frente para o passeio, ou seja tinha de o tirar de marcha atrás.

Se eu me lembrei que tinha uma garagem por trás e que portanto bastava sair a direito? Não. Na primeira noite (sim, houve mais) decidi virar logo o volante todo para a direita e cá vai disto oh evaristo. Obviamente fiquei demasiado próxima do carro do meu lado esquerdo, paniquei, lá consegui voltar a meter o carro para a frente, e voltei para a casa.

Hoje, segunda noite, já com todo um plano na minha cabeça, decidi que ia então tirar o carro a direito, dar uma mini voltinha e voltar. O que é que aconteceu?

Primeiro não sei o que se passa com o raio do carro que eu punha a mudança para fazer marcha atrás, baixava o travão de mão, e por muito que desse ao pé no acelerador o carro não andava. Tinha sempre de voltar a meter a primeira, deixar o carro ir abaixo e só aí conseguia voltar a meter marcha atrás e andar com o carro para trás.

Tudo muito bem, lá consegui tirar o carro, mas já tinha deixado tanto o carro abaixo e estava tão enervada que pensei "ok, isto foi mais do que suficiente, vou mas é voltar a estacionar o carro". Note-se aqui que apesar de o ter tirado a direito depois virei-o para a direita...

Ok. Paranóica prepara-se para voltar ao estacionamento, mete a primeira e o carro começa a ir abaixo. Começo a formular todo um plano de marcha atrás aqui, marcha atrás ali, primeira acolá, mas o carro não colaborava. Eu acelerava e o carro nada, não mexia. Punha marcha atrás e o carro ia para a frente.

Malta.

Comecei a ver a minha vida a andar para trás. A certa altura eu ligava o carro e ele nem pegava, nem sequer tentava já colaborar com as minhas invenções.

Conclusão da história? 3 e 40 da manhã ligo à minha mãe a medo, a dizer-lhe que não consigo estacionar o carro. Eu acho que se ela pudesse ela me espancava, sim, mas em vez disso teve o bom senso de permitir que o meu padrasto me viesse salvar.

Ele apareceu todo sorridente, perguntou "mas foste sequer a algum lado?" e rimo-nos muito quando ele percebeu que não, não fui a lado absolutamente nenhum e o carro não ia para a frente porque eu estava obviamente a tentar subir um passeio num Peugeot de '99.

Este anjo caído do céu estacionou-me o carro de marcha atrás às 4 da manhã e combinou comigo que não volto a tentar conduzir sozinha à noite e, em vez disso, vamos dar umas voltas juntos à tarde para evitar passar novas vergonhas.

Fim? Não.

Deixei o carro ir abaixo tantas vezes e acelerei tanto que acendeu uma luz preocupante no painel. Fiquem atentos aos próximos episódios para descobrirem se com a minha total ineptidão eu consegui foder o carro 🙃

Agora sim, fim.

07
Mai21

Quase 3 meses depois

Uma paranóica

Quase 3 meses depois é bom saber que tenho este meu cantinho ao qual posso voltar sempre que me apetece.

Apesar de tudo a vida continuou e sem me aperceber as coisas têm acontecido a um ritmo completamente alucinante. Ora vejamos:

1. Fui finalmente sincera com o rapaz do Twitter e disse-lhe que já não estava para aí virada

2. Mudei de casa! O meu T0 duplex cheio de humidade até às orelhas foi substituído por um apartamento T1 espaçoso COM VARANDA (malta!)

3. Soube recentemente que vou ser promovida

4. Quase que acabei o meu curso do SheCodes. Quase, porque no meio de tanta coisa isto acabou por ficar um pouco para trás

5. Vou ter um carro! Não conduzo há anos mas olha vamos, pode ser que a coisa vá ao sítio

E é isto. Enquanto vou vivendo as coisas elas não parecem ser tão repentinas (menos a mudança de casa, isso foi tão inesperado) mas agora que olho para trás... bem.

Nem sei se alguém vai ler isto mas e vocês? Como anda a vida?

21
Fev21

mês do cacete

Uma paranóica

Sem me aperceber, hoje já é dia 21 de fevereiro e faz exactamente um mês desde que o meu avô faleceu. O que eu nunca cheguei a escrever aqui é que exactamente três dias depois a minha avó faleceu também. Não aguentou ficar sem ele..

Tenho estado okay. Sem me aperceber, o tempo passou a uma velocidade surpreendente e afundei-me em tudo o que me permitisse não pensar em nada.

Trabalhar que nem uma desgraçada a um ponto de ficar 147% consumida pelo trabalho? Check

Acabar o workshop inicial do SheCodes e inscrever-me nos dois níveis a seguir porque estou de tal forma consumida com a ideia de trabalhar e progredir que agora decidi que quero mudar de carreira o mais depressa possível? Double check

Ao mesmo tempo, afastar-me de toda a gente e perder a vontade de socializar (ainda que virtualmente)? Também.

Ao nível das minhas amigas tudo ok, elas entendem e todas temos fases assim em que estamos mais afastadas, ainda para mais tenho estado a fazer noites há 3 semanas (por opção)! Agora, há um outro tópico não é? 

Nem sei como dizer isto porque sinceramente até parece mentira, mas lembram-se da pessoa que conheci no Twitter (já não me lembro que nome falso lhe dei) e que nos íamos ver mas entrou o confinamento e por isso começámos a ter dates virtuais e a fazer chamadas todas as noites (apesar de que acho que nunca tinha referido esta última parte aqui no blog sequer)?


Bem... sinto que perdi o interesse. Eu sei, é horrível, não sei por que é que continuo a conhecer pessoas sequer e a ficar entusiasmada quando no fim acontece sempre a mesma coisa e acabo só por me afastar.

Não sei, não sei explicar, não sei se é porque estamos todos fechados em casa e a coisa não avança, não sei se sou eu mesma que tenho um problema qualquer no cérebro que me impede de desenvolver uma relação com alguém, não sei se tenho algum fear of commitment, mas isto está constantemente a acontecer e olhem, não sei o que fazer. Simplesmente não sei.

Pronto, é isto. No fundo só queria vir aqui desabafar, tentar raciocinar minimamente, sei lá. Olhem, sei lá. 

Que drama.

22
Jan21

Querido avô

Uma paranóica

Querido avô,

Há uns tempos perguntaram-me o que fazia quando estava triste e, para mim, a resposta era mais que óbvia. Acho que se calhar nunca estive verdadeiramente triste, porque tenho tentado de tudo e mesmo assim sinto que a minha vida não tem cor. Ainda não acredito que partiste.

Sempre que penso nisso, sinto um aperto no meu coração como nunca senti antes. Desculpa. Desculpa por não ter ligado antes, mas espero que saibas o quanto gosto de ti. Gosto, porque sempre vou gostar, mesmo que já não estejas aqui.

Não acredito que não estás mesmo aqui.

Eu sei, no fundo, que foi pelo melhor. Estavas a sofrer e mesmo que tivesses alta quem sabe qual seria a tua qualidade de vida a partir dali? Mas por outro lado, naquela parte muito egoísta que guardo só para mim, gostava que ainda aqui estivesses.

Tu sabes, não sabes? Sabes tudo o que quero dizer mas não consigo.

Tenho saudades tuas.

15
Jan21

Da desgraça que só toca aos outros

Uma paranóica

Parece sempre que só toca aos outros, até nos tocar a nós.

Até agora tive a sorte imensurável de não ter um amigo ou um familiar, alguém próximo, com Covid. Aliás, mesmo nos casos de pessoas próximas de amigos ou familiares meus, nunca foi nada grave. Até hoje, claro.

Hoje recebi a notícia que os meus avós, de 79 anos, têm muito provavelmente Covid (pelo menos têm todos os sintomas) e, inclusive, estão neste momento no hospital, sendo que o meu avô está internado já num estado mais avançado. A minha avó está sozinha à espera, sem saber de nada. A cadela deles está sozinha em casa.

Não tenho palavras, só tenho mesmo lágrimas e um aperto gigante no peito. Não sei o que fazer.

Posso só dormir e fingir que não existo e nada disto é real?

06
Jan21

Updates amorosos (sim, eles existem)

Uma paranóica

Bem, depois do meu último post mega dramático e introspectivo, decidi que ia voltar a escrever neste blog sobre o motivo pelo qual o criei: para falar da minha vida (pouco) amorosa à vontade.

Olhem malta, é assim, eu tenho 27 anos mas às vezes mais parece que tenho 17, e passo a explicar: eu não sei se isto é da pandemia porque pronto, conhecer pessoas assim de forma natural agora é impossível, ou se isto é mesmo uma coisa minha, mas eu conheci outra pessoa.

Hahahahaha eu sei, eu sei. Mas calma, desta vez não foi no Tinder (vá lá!). Não, foi mesmo no Twitter.......

É assim, eu já tenho a minha conta do Twitter há 1500 anos e há pessoas que eu sigo e que me seguem de volta que eu já nem sei bem há quanto tempo é que isso foi. E é esse mesmo o caso do....... vamos-lhe chamar Bruno, pode ser?

Ora, eu e o Bruno já nos seguimos há imenso tempo e sempre fomos tendo interacções aqui e ali. Aliás, seguimo-nos há tanto tempo que ele e o meu ex-namorado de há, sei lá, 3 anos? também se seguem e interagem com regularidade (enfim, isto são mesmo 1st world problems e das coisas mais banais hoje em dia).

Portanto eu na verdade não sei bem quando é que começámos a interagir mais, mas sei que aconteceu e que foi quando ainda andava nos meus momentos "vai, não vai" com o ........ caraças, nunca lhe dei nome pois não? com o Bernardo; pronto, com o Bernardo.

Ora, desde que eu perdi o meu interesse pelo Bernardo que decidi começar a brincar um bocadinho com o fogo (e lembro-me de já ter referido isso aqui) e decidi começar a lançar a minha rede ao Bruno apesar de ter zero intenções que isso fosse onde quer que fosse. Queria-me divertir, vocês percebem, não é?

O que é que aconteceu? Paranóica e Bruno trocam inúmeras mensagens, trocam números, inclusive fazem uma chamada de voz porque Paranóica joga o mesmo jogo (calma, é mesmo um jogo!) que Bruno e querem jogar juntos online, e no dia a seguir Bruno convida Paranóica para irem "fazer qualquer coisa" durante esta semana (porque a Paranóica está de férias e isso não acontece muitas vezes).

Portanto é isso! Tenho um date com uma pessoa com quem comecei a falar para passar o tempoe com quem tenho jogos em comum. Jogos, ok?

E bom, é isto que eu ando a fazer da minha vida, e vocês? Tudo em cima?

05
Jan21

Das férias que já sabem a pouco

Uma paranóica

Nunca mais aqui escrevi e, para dizer a verdade, pouco me lembrei que tinha um blog. De vez em quando recebia um email ou outro da Sapo e lembrava-me e pensava "!! tenho tanto para escrever" mas lá a vida me dava outra volta e voltava ao ritmo habitual de encher tanto a cabeça com trabalho que me esquecia que há toda uma vida para além disso.

Basicamente o meu mês de Dezembro pode-se resumir a isso: trabalho. Dezembro significou férias para muita gente, incluindo a maior parte da equipa que giro e outros stakeholders de quem o meu trabalho depende, mas para mim não; não tenho por hábito tirar férias na altura do Natal e Ano Novo porque 1) não me importo nada de trabalhar e 2) geralmente é uma altura mais calma, portanto nem pensei nisso. No entanto, tirei umas férias MUITO necessárias agora nesta primeira semana de Janeiro e, devo dizer, que saber que volto ao trabalho no domingo à noite me está a deixar um sabor meio amargo na boca. Quem me dera ter tirado mais uma semana!

Em todo o caso, Dezembro foi um mês meio estranho:

- apesar de todas as previsões apontarem para um mês calmíssimo (que chegou a ser, atenção! até deixar de ser), existiram tantos imprevistos a nível de logística e produção que tivemos mais do dobro de clientes a interagirem connosco. Isto não seria problema se não tivéssemos aprovado férias a tanta gente baseado, lá está, nessa previsão

- tenho um chefe novo! É chefe da minha chefe mas é uma camada hierárquica que não estava ali antes e com a qual fui obrigada a trabalhar durante duas semanas (em que estive no turno de dia). Conclusão? Para já não posso dizer que goste dele e chegámos a ter uma valente discussão, o que não sei se foi a melhor ideia (foi no meu último dia de trabalho... espero ter trabalho quando voltar de férias?)

- apaguei a minha vida amorosa. Ok, isto parece estranho, mas o que quero dizer é que aquela pessoa com quem andava a sair, etc e tal? Depois de ficar muito na dúvida sobre se tinha perdido o interesse não, percebi definitivamente que tinha perdido o interesse (e penso que tenha sido mútuo, mas também se pode dar o caso de ter partido o coração ao pobre rapaz e não saber) e afastámo-nos. Não falamos há umas duas semanas e estou muito bem assim

- sinto-me estranha no meu grupo de amigas. Somos amigas há anos, já tivemos muitas discussões, muitos momentos assim e assim, mas sempre tudo muito passageiro, e não é que se tenha passado alguma coisa mas simplesmente não tenho vontade de falar com elas. É estranho, não é?

Começou quando fomos todas almoçar no início de Dezembro e uma delas presumiu que eu passo muito tempo acompanhada (com a minha família), e ficou muito surpreendida quando lhe disse que não, eu passo MUITO tempo sozinha.

Apercebi-me que elas não sabem muito da minha vida (ultimamente claro, porque já me conhecem quase a vida toda) e também não perguntam assim tanto? Como sou aquela pessoa que trabalha imenso e está sempre bem já nunca me perguntam se estou bem ou não e isso tem-me deixado um bocadinho sentida. Por isso tenho-me afastado um pouco, o que reconheço que talvez não melhore a minha saúde mental, mas sinceramente perdi mesmo a vontade.

Tudo isto me leva a chegar à conclusão de que não estou mesmo muito bem. Trabalho muito, não sinto grande vontade de estar com quem quer que seja, e tenho receio que isso se esteja a tornar um problema maior.

Não queria de todo que este post se tornasse uma página do meu diário ou algo que se pareça, mas acho que estava mesmo a precisar de escrever. Atenção, nem tudo é mau e continuo a ter vários momentos bons, continuo a falar com pessoas, a estar com pessoas (em segurança...... calma Covid), mas nestes momentos de maior reflexão apercebo-me que no meio da minha vida "super feliz" (pelo menos para os outros) estou, na verdade, cansada. Muito, muito cansada.

Planos para 2021? Zero, há alguns anos que deixei de fazer resoluções. A certa altura comecei a escrever alguns objectivos e apercebi-me que simplesmente a vida dá tantas voltas que não vale a pena; mais vale a vida levar-me por aí e deixar-me aí. Até agora não me tem falhado :)

(Mas estou a fazer o SheCodes agora nestas 3 primeiras semanas de Janeiro. É o meu único plano para agora.) 

07
Dez20

Do (sagrado) turno da noite

Uma paranóica

Domingo à noite e estou de volta ao meu turno de trabalho preferido: o turno da noite! Não, eu não prefiro o turno da noite por receber mais (embora ajude.....), prefiro mesmo este turno por NÃO TER REUNIÕES.

O tão bendito turno da noite é aquele turno em que eu consigo parar, respirar, fazer uma hora de almoço, pôr tudo em dia e acabar o trabalho a tempo e horas. É uma verdadeira benção e por isso é que eu não me importo NADA de de 2 em 2 semanas andar nesta vida. Claro que há noites piores que outras e geralmente os domingos à noite são tão ocupados que eu não tenho tempo para parar e vir escrever no blog, mas este está a ser atipicamente tranquilo portanto aqui estou eu.

Novidades? Algumas. Um dos meus gatos (já disse que tenho 2 gatos, tal cat lady estereótipa?) tem estado doente com problemas urinários e, como se isso não bastasse, tem tido um acesso de hormonas (ainda não está castrado) ridículo e tem-me marcado a casa toda e miado como se não houvesse amanhã.

De facto, meu pequeno gatinho, não há bem amanhã porque amanhã (ou daqui a umas horas, se quisermos ser técnicos) ele vai..... à faca. Sim, o meu gato de 1 ano e 1 mês vai finalmente ser castrado e este suplício vai acabar. Claro que tenho outro gato com 6 meses que ainda não foi castrado mas esse é um problema que vou resolver já no início do mês que vem.

Fora isto, recebi novidades muito muito boas no trabalho. Ora, eu há 6 meses decidi mudar de empresa em plena pandemia e passar de uma empresa em que estava efectiva para uma empresa em que ia ter um contrato de 6 meses renovável. Foi um passo no mínimo arriscado mas se há coisa que eu sou é muito competente portanto sabia que o risco era só mínimo.

De facto parece que continuo a lançar o meu charme e que o facto de viver para o trabalho compensa, porque em vez de me renovarem o contrato por mais 6 meses decidiram simplesmente passar-me já a efectiva, portanto é seguro dizer que bebi uns bons copos (sozinha em casa, pois claro; eu respeito o confinamento) este fim-de-semana em jeito de celebração.

Podia continuar aqui a lançar mais factos e novidades mega inúteis sobre a minha vida portanto antes de terminar vou passar ao que interessa e ao que toda a gente (ou seja, ninguém) quer saber: a minha vida amorosa.

Malta, não existe ok? Eu perdi 100% interesse; eu bem tento mas não consigo, já não sinto ali nada, vontade de falar com o rapaz é zero (coitado) e sinceramente acho que ele já percebeu. Nos próximos fins-de-semana pode-se circular entre concelhos mas olhem, eu acho que vou ficar mesmo no meu circulozinho porque isto já deu o que tinha a dar e não vale a pena insistir.

Se já ando a lançar a rede noutros mares? Talvez, mas eu nunca tive grande jeito para a pesca portanto ando mesmo só na brincadeira.

Enfim, eu não aprendo nem nunca irei aprender, mas felizmente isso é problema meu e não vosso. Também por que raio é que eu achei que era boa ideia tentar encontrar o amor em plena pandemia?

24
Nov20

A minha vida pouco amorosa

Uma paranóica

Bem sei que ninguém me perguntou absolutamente nada, mas aqui vai um (mísero) update da vida pouco amorosa de uma paranóica:

Ora portanto depois de um fim-de-semana com restrições de circulação entre concelhos, outro fim-de-semana em que ele estava doente (mas sem Covid!) e eu me estava a auto isolar porque uma amiga minha com quem tinha estado estava à espera do resultado do teste (que foi negativo, já agora) e outro fim-de-semana em que estávamos todos confinados a partir das 13h todos os dias, finalmente voltámo-nos a ver a uma sexta-feira.

Eu tinha a tarde e a noite completamente livres porque estava a trocar de turno, ele estava de férias, e portanto aproveitámos para lanchar e passear.

Perguntam vocês: e agora, aconteceu alguma coisa? (Mentira, não perguntam nada mas eu vou responder na mesma:) Não. Não aconteceu absolutamente nada.

Isto para mim já é uma piada recorrente. É daquelas perguntas que surgem naturalmente no grupo de Whatsapp que tenho com as minhas amigas a seguir a cada date; "então, já foi?" e eu lá respondo "não, acreditam que não aconteceu nada?" e lá nos lançamos numa conversa sobre ele ser tímido, ele não saber se eu quero que aconteça alguma coisa, sobre ter de ser eu a tomar a iniciativa, etc.

Atenção, não deixam de ter razão - já podia ter feito alguma coisa há muito tempo; mas agora há um novo problema, uma coisa que não antecipei nestes últimos 2 meses e pouco que temos a passado a conhecer-nos. Sabem, eu acho que perdi interesse.

Isto é terrível. Para contextualizar um pouco, passo a explicar:

Há cerca de 2 meses e qualquer coisa dei match com uma pessoa no Tinder . Sim, o Tinder. Na altura já estava super farta do Tinder e prestes a desinstalar, mas esta pessoa enviou-me uma mensagem super aleatória e eu respondi numa de me entreter a caminho de casa do supermercado (lembro-me como se fosse ontem), pensando que íamos trocar 2 ou 3 mensagens e ia ficar por aí.

Claramente não ficou, porque desde esse dia que falamos diariamente. Trocámos números, trocamos memes e, acima de tudo, stickers no Whatsapp (super importante hahaha); ele envia-me fotos das coisas que cozinha, eu envio-lhe fotos dos meus gatos.

Lá tivemos um date, tivemos dois, três e nada aconteceu. Juro que a certa altura pensei que ele não tivesse interesse (apesar de isso ser ridículo porque ambos moramos em concelhos diferentes e fazemos vários quilómetros apenas para nos vermos e passamos horas juntos) ou que não quisesse, sei lá, avançar para um beijo por causa do Covid (o que é ridículo porque fazemos passeios de carro juntos, sem máscara), mas entretanto cheguei à conclusão que somos mesmo só uns atados. E olhem, tudo bem!

O problema é que desta vez, em que eu tinha dito a mim mesma "é desta", dei por mim a não querer ter o date. Não é que tenha posto sequer em causa se ia ou não ou que tenha tido algum momento de indecisão, mas houve momentos em que dei por mim a pensar "tenho de ir".

Enquanto tivemos o date, foi bom como sempre. Rimo-nos, fomos à praia à noite (que eu adoro) e houve um momento em que podia ter acontecido mas... não sei. Não sei explicar. Parece que olhava para ele e já não via a mesma pessoa. Parece que trocamos mensagens e é sempre a mesma coisa.

Não sei. Não sei se é porque não estou a atravessar a melhor fase da minha vida, não sei se é porque não nos víamos há imenso tempo e isso acabou por fazer com que se perdesse ali qualquer coisa, não sei se é porque não estava realmente interessada e estava só "deslumbrada". Enfim, não sei. Ele sugere-me coisas para fazermos e já não sinto nada.

Por um lado ainda bem que temos novas medidas (ainda) mais restritivas e fico com tempo para pensar no que quero, mas por outro tenho receio de deixar só isto andar, percebem?

Enfim, dramas. O habitual.

15
Nov20

Da inércia

Uma paranóica

Quero escrever mas não sei muito bem o quê. Se calhar posso começar pelo pensamento que tenho sempre presente no meu subconsciente; bem escondido e afastado para uma altura mais conveniente que nunca chega.

Já vai para dois anos que tomei a decisão plenamente consciente de me afastar da minha área de estudos e dedicar-me a start ups. Trabalho em apoio ao cliente; comecei como agente e progredi para team lead (ou, em bom português, supervisora de equipa).

Gosto de gerir pessoas. Não é fácil e tem dias em que só me apetece arrancar os cabelos e fumar 50 cigarros (tem outros em que realmente só me falta mesmo arrancar os cabelos) mas, no geral, gosto. Aliás, quem me conhece sabe que sou 150% dedicada ao meu trabalho, seja em que empresa for, e que só não faço mais quando não posso.

Sou uma workaholic. Sou aquela pessoa que trabalha sempre até tarde e que, mesmo quando não está a trabalhar, tem sempre aquele olhinho no e-mail e no Slack. Pura e simplesmente, não consigo desligar.

Estaria a mentir, no entanto, se dissesse que quero ser team lead para sempre. Não quero. O que eu quero mesmo é gerir projectos.

Há uns tempos comprei uns cursos no Udemy. Ainda envolvem uma quantidade considerável de horas mas no fim tenho algum tipo de certificação e, com a minha experiência, sempre é uma vantagem extra para o futuro. 

Qual é, então, o problema?

O problema é que eu não tenho tempo. Aliás, scratch that, tempo eu tenho mas não tenho motivação.

Seria de pensar que, sei lá, lutar pelo meu futuro seria motivação suficiente, mas a verdade é que eu trabalho tanto que quando finalmente tenho um tempo livre, uma folga, a última coisa que eu quero fazer é estudar.

E atenção, isto é ridículo. Orgulho-me sempre de dizer "ah sim, a minha empresa oferece x dias anuais de formação e se quiser usar tempo de trabalho para fazer estes cursos posso descontar desses dias" mas depois há sempre tanta coisa a acontecer, tanta coisa para fazer (que, por incrível que pareça, não tem nada a ver com gerir pessoas), que simplesmente não tenho tempo do meu dia de trabalho para dedicar a isso e, fora do trabalho, não tenho vontade.

Acho que todo o objectivo deste post é: estou-me a auto sabotar? Estou-me a afundar em trabalho para evitar investir em mim e evitar perceber se, realmente, tenho futuro a fazer outra coisa que não isto?

Pensamentos das 2 da manhã. Típico de uma paranóica.

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